Por Cimberley Cáspio
Somos um povo pacifista. Queremos a paz, não só para nós, quanto para nossos vizinhos. Mas, há povos que se adaptaram à guerra, e não conseguem viver muito tempo sem ela. E por mais que trabalhemos pela paz a favor desses povos, na verdade é chover no molhado.
![[Imagem: Destroiers_ObamaPutin01-585x600.jpg]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_sffvHAHeMAcEWij9fFeQfDmR1WcwI4DDXfVE2kZ55d_1Ld4962F2BhaYhL6inBkRarW0MAJDs1Vc2SiWAuXX4P6efTvWFVx9fc1-zBpUagR3QI5NYgu4E4la8AGPhVLrT0WCCSWsP9otNoT7ODBYUJWepTULoxQaxOg4lf=s0-d)
Fotomontagens- Ahmad Nabaz
Por uma questão de solidariedade, pode-se até trazer alguma família de um lugar de conflito para viver entre nós, e como aconteceu no Uruguai, depois de algum tempo, a família síria fez críticas à sua situação no país, e falando bem do país de origem, a Síria; dizendo por exemplo, que lá na Síria, mesmo sob conflito, era bem melhor de viver do que a vida que eles levavam no país sul-americano que os acolheu. Resultado: retornaram para o país de que tanto amam.
É possível o leão pastar como o boi e não querer mais sentir o sabor do sangue? É possível não mais se conseguir adaptar a uma vida pacífica? A convivência prolongada sob a guerra, pode influenciar uma forte atração por uma vida inconstante assim como as drogas influenciam e viciam?
![[Imagem: DestroiersObamaPutin03-538x600.jpg]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_uY9x3CTUQe2dby0E4lZU1-AgkJuIYIrqoEREwuxMr2rmCXJ9JyT1AVolJuzaSC1eDZwyxIfxE_8H7dcB0j5PaHbAHK2ui4P0D03TY24x1GK4xd2zTiMusXgLgq-dh00YuuR4QZBRs9EgojI9oAntFUNqYXbBUP0nIdRb0=s0-d)
Bem, acredito que governos de países armamentistas devem pensar dessa forma, e nesse caso, preferem ganhar dinheiro vendendo armas para que eles se matem e depois tomarem suas riquezas, contando os lucros, ao invés de perderem tempo discutindo paz.
![[Imagem: DestrioersKhamenei02-600x468.jpg]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_tKRmJA4nBbWiVRR6hlACqne4jW5XagbMFk_t1qSDwHat0FfpQYg4eVevTzPoTfsLFrOQbsWYLWGuJsMiUTjPtlq0RWb_ttZ0yQYCSLExlU2Ls7_XlxuJh-gmB_n0JS8PbjGV-6vVGlnZA0ldtdYDR6aaJAXy8MGFU=s0-d)
À ONU, cabe esse papel. Ela vive e subsiste da conversa pacificadora, mas na verdade, é só pra inglês ver. Nos bastidores da Organização, o comércio deve rolar em números bilionários. Comércio de tudo, inclusive armas; que diga a OTAN.
![[Imagem: DestroiersBashar02-600x548.jpg]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_tI2Bo8v5oUMMWh0fouOOvuKHgZ_Iuo3nsVuvclDZXUErUTMSijNcB2XjdOBj9VhVRnY2EF0f-FJ8-0BM9od2LKjzXr-RwLroF1_NrlZPWqvfBdZQLhIumpFX_xiBJNZNMOnbJQmaYy52c8h7pxAbXP5yEh1Q-n=s0-d)
A guerra pode criar algum tipo de sedução? Claro. Sob a guerra, predomina a lei do mais forte, e a permissividade se abre para o vencedor, que toma os espólios e usa como quiser. Inclusive humano. Que passam a ser propriedade do conquistador.
![[Imagem: DestroiersBush-600x354.jpg]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_uOVK-zH7-Amgtl0MFe9a6PJjc3x3M_hSL-Emh9m-EVM5X0ayd4rvQjkRArVjWA-7HdYSvnVj9_6Q60LWNOSjz6UmPYNdQUBYggfOMDUa8C947yvXxHh75RubdODtu0shoozxGA9b_crbIar0W4KpP8YNo=s0-d)
Dificilmente a razão social existe no meio de um sistema de conflito, e aí, a coisa funciona mais pelo impulso animal do que humano. E como seres humanos se adaptam a isso, é difícil para pessoas de um mundo pacifista compreender.
![[Imagem: DestroiersSadam01-600x409.jpg]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_stISswfYeHsrgH9HwhIyk7e-C9mqAbhIwMVMJKQaIyrh5TB6v_BTnRtsMDTJvoon8YEJ-OWJovUnT4IWqRHUEDaVKIwbZ3ls2fz31sV2za9AvKx_m4YQn4REonR-jM2G_bai0b4x4kf5bkO1ChkkkhMizpEQA=s0-d)
EUA, Inglaterra e Israel, são países condenados a nunca poderem baixar suas armas, pois eles sabem o quanto são odiados, e também sabem que se baixarem suas armas, deixarão de existir. Sabem muito bem que na política não há moral; e são jogadores habilidosos na arte da diplomacia hipócrita e traiçoeira. São atores ativos em várias peças de guerra, onde os apertos de mãos em nada significaram e nada significará. Apenas hiatos para novos planejamentos de ações; em alguns casos, o "inimigo" já conhece o script e também faz parte do show. A população envolvida é a figuração do show, e muito embora o show seja feio, os recursos captados são pra lá de significativos; ganha do grande ao pequeno mais esperto que sabe se aproveitar da situação.
Organizações internacionais e ongs mais chegadas, faturam milhões em doações, quanto as questões de campos de refugiados, suprimentos, migrações, doenças e vacinas. E abençoadas sejam a morte de muitos, pois sem elas, o convencimento seria muito mais difícil ao lucro mórbido e malfadado.
Somos um povo pacifista. Queremos a paz, não só para nós, quanto para nossos vizinhos. Mas, há povos que se adaptaram à guerra, e não conseguem viver muito tempo sem ela. E por mais que trabalhemos pela paz a favor desses povos, na verdade é chover no molhado.
Fotomontagens- Ahmad Nabaz
Por uma questão de solidariedade, pode-se até trazer alguma família de um lugar de conflito para viver entre nós, e como aconteceu no Uruguai, depois de algum tempo, a família síria fez críticas à sua situação no país, e falando bem do país de origem, a Síria; dizendo por exemplo, que lá na Síria, mesmo sob conflito, era bem melhor de viver do que a vida que eles levavam no país sul-americano que os acolheu. Resultado: retornaram para o país de que tanto amam.
É possível o leão pastar como o boi e não querer mais sentir o sabor do sangue? É possível não mais se conseguir adaptar a uma vida pacífica? A convivência prolongada sob a guerra, pode influenciar uma forte atração por uma vida inconstante assim como as drogas influenciam e viciam?
Bem, acredito que governos de países armamentistas devem pensar dessa forma, e nesse caso, preferem ganhar dinheiro vendendo armas para que eles se matem e depois tomarem suas riquezas, contando os lucros, ao invés de perderem tempo discutindo paz.
À ONU, cabe esse papel. Ela vive e subsiste da conversa pacificadora, mas na verdade, é só pra inglês ver. Nos bastidores da Organização, o comércio deve rolar em números bilionários. Comércio de tudo, inclusive armas; que diga a OTAN.
A guerra pode criar algum tipo de sedução? Claro. Sob a guerra, predomina a lei do mais forte, e a permissividade se abre para o vencedor, que toma os espólios e usa como quiser. Inclusive humano. Que passam a ser propriedade do conquistador.
Dificilmente a razão social existe no meio de um sistema de conflito, e aí, a coisa funciona mais pelo impulso animal do que humano. E como seres humanos se adaptam a isso, é difícil para pessoas de um mundo pacifista compreender.
EUA, Inglaterra e Israel, são países condenados a nunca poderem baixar suas armas, pois eles sabem o quanto são odiados, e também sabem que se baixarem suas armas, deixarão de existir. Sabem muito bem que na política não há moral; e são jogadores habilidosos na arte da diplomacia hipócrita e traiçoeira. São atores ativos em várias peças de guerra, onde os apertos de mãos em nada significaram e nada significará. Apenas hiatos para novos planejamentos de ações; em alguns casos, o "inimigo" já conhece o script e também faz parte do show. A população envolvida é a figuração do show, e muito embora o show seja feio, os recursos captados são pra lá de significativos; ganha do grande ao pequeno mais esperto que sabe se aproveitar da situação.
Organizações internacionais e ongs mais chegadas, faturam milhões em doações, quanto as questões de campos de refugiados, suprimentos, migrações, doenças e vacinas. E abençoadas sejam a morte de muitos, pois sem elas, o convencimento seria muito mais difícil ao lucro mórbido e malfadado.
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